Conheça Gustavo: um caso de microcefalia por craniossinostose

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Primeiro devo explicar o que se trata a craniossinostose e qual a sua ligação com a microcefalia.

Segundo esta pesquisa cientifica ,  a microcefalia por craniossinostose  é caracterizada pela fusão prematura das suturas cranianas ocorrendo antes de encerrar o crescimento cerebral, impedindo expansão e deformando a caixa craniana.

O crânio do recém-nascido precisa expandir rapidamente para acomodar o cérebro em crescimento, particularmente nos dois primeiros anos de vida. Para permitir isso, os ossos do crânio são articulados na região das suturas. Quando uma sutura é prematuramente ossificada ou fechada, não há crescimento na direção perpendicular à direção da sutura.

O fechamento prematuro de uma, de várias ou de todas as suturas denomina-se cranioestenose ou craniossinostose, levando à alterações no volume, na morfologia do crânio e da face. Em algumas ocasiões, ocorrem alterações clínicas objetivas da função cerebral caracterizada por cefaléias, vômitos, déficits neurológicos, alterações visuais, cegueira e possibilidade de retardo mental.

Gustavo é um dos raros casos onde sua microcefalia tem como causa a craniossinostose. Mas uma cirurgia também citada nesta mesma pesquisa não foi feita, por este motivo Gustavo adquiriu sequelas maiores e outras sindromes além da Microcefalia.

O diagnóstico de Gustavo também foi tardio, apesar da Cleyla Borges ( que prefere ser chamada de Leyla) ter notado algo diferente em relação a cabeça do menino ainda no hospital quando ele nasceu. Porém, por ser prematuro e na época não saber o tanto que sabe agora, não chegou a questionar o hospital.

Hoje Gustavo, segundo Leyla, chora muito, não faz nenhum tipo de tratamento específico, gosta muito de desenhos e come bastante  . Toma os medicamentos Depakene e Urbanil para controlar as convulsões e melhorar o humor e além da microcefalia tem também paralisia cerebral e síndrome de West. Gustavo nasceu prematuro, seu perímetro cefálico era de 27 cm e teve complicações no parto, o que facilitou a causa da microcefalia associada a craniossinostose, segundo Leyla.

O médico chegou a sugerir a cirurgia, mas voltou atras porque acreditava que Gustavo não iria viver muito. Hoje, o menino está com sete anos e mesmo com todos os problemas e a luta diária da mãe com ele na APAE/MS, morando em um bairro humilde de Campo Grande / MS, ele supera as adversidades e é considerado esperto na medida do possível.

Se quiser conhecer mais o Gustavo ele possui uma página no facebook.

Curtam:  Amigos de Gustavo Borges

Relato dado por Cleyla Borges via Messenger & Whatsapp

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